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Carrapatos: Causas e Tratamento


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Enviado por: camilapalmeira (478)
Publicado em: 08/08/09 12:39hs.

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Carrapatos

A infestação por carrapatos no cão, além de provocar um incômodo muito grande ao animal pela coceira que provoca (reação alérgica), pode causar anemia e transmitir doenças como a Babesiose e a Erlichiose.

A anemia no cão pode ocorrer nas grandes infestações, uma vez que o carrapato se alimenta do sangue do animal. Mas não é necessária uma grande quantidade de carrapatos para que a Babesiose ou a Anaplasmose sejam transmitidas.

Às vezes, um ou dois carrapatos que estejam carregando formas infectantes dos protozoários causadores dessas enfermidades são o bastante para que o cão contraia uma dessas doenças.

Assim, o controle do carrapato deve ser constante e qualquer sinal de apatia, febre, falta de apetite e mucosas (gengivas ou conjuntiva) pálidas em cães que costumam ter carrapatos, é motivo de uma visita ao veterinário e um exame de sangue, para detecção da Babesia ou da Erlichia. Elas são tratáveis quando diagnosticadas a tempo.

Carrapatos Exóticos

Figura 1: Fêmea adulta ingurgitada da espécie Amblyomma cajennense. A seta indica o detalhe do escudo ornamentado.

Figura 1: Fêmea adulta ingurgitada da espécie Amblyomma cajennense. A seta indica o detalhe do escudo ornamentado.

O carrapato Rhipicephalus sanguineus (Figura 1) é a única espécie do gênero que conseguiu se estabelecer nas Américas e são parasitas primários de cães. Eles são carrapatos com origem na região Afrotropical e vieram junto com os animais domésticos na época da colonização.

Uma das principais características dessa espécie é o hábito de permanecer constantemente nos abrigos como ninhos, tocas e buracos freqüentados pelos canídeos. No ambiente urbano esses carrapatos conseguiram se adaptar perfeitamente, utilizando-se de  frestas de muros, canis, casinhas e buracos em paredes para abrigar as fases não-parasitárias.  No ambiente rural podem ser encontrados geralmente próximos ao local que serve de dormitório para o cão.
Figura 2: Fêmea adulta de  Rhipicephalus sanguineus. A seta indica o escudo sem ornamentação

Figura 2: Fêmea adulta de Rhipicephalus sanguineus. A seta indica o escudo sem ornamentação

O controle dessa espécie compreende a aplicação de produto carrapaticida no animal e a aplicação de produtos domissaniantes no ambiente onde o cachorro é abrigado. A não utilização de medidas profiláticas e curativas em ambientes infestados com R. sanguineus pode propiciar, além das doenças anteriormente descritas,  sérios problemas no animal (Figura 2) como anemia, irritação local, dermatite e coceira.

Ciclo de Vida do Carrapato

O ciclo-de-vida dos carrapatos, independentemente da espécie, possui três estágios: larva, ninfa e adulto. O ato de se alimentar de sangue (hematofagia) ocorre necessariamente em todos os estágios e a muda (ou ecdise),  processo pelo qual a proteção externa (exoesqueleto) é substituída com a finalidade de permitir o crescimento do corpo, ocorre fora do corpo do cão, ou seja no ambiente (solo, frestas, etc). Portanto em cada fase da vida o carrapato precisa se desprender do cão, cair no solo, se diferenciar no estágio seguinte e novamente subir no hospedeiro.

Ciclo de vida do Carrapato

Ciclo de vida do Carrapato

As larvas são caracterizadas por apresentarem 3 pares de pernas, enquanto que as ninfas e adultos apresentam 4 pares de pernas. Os adultos são diferenciados das ninfas por apresentarem próximo às pernas uma abertura na fase mediano-ventral denominada de abertura genital, já que apenas nesta fase eles estão aptos a se reproduzir. Os carrapatos machos adultos são identificados por possuírem o escudo protegendo totalmente a superfície dorsal do animal e na fêmea (Figura 1) este escudo protege parcialmente a superfície dorsal, aparecendo apenas no primeiro terço do corpo.

As fêmeas adultas podem atingir até 11 mm de comprimento, possuem coloração marrom-avermelhada e os machos medem cerca de 3,5 mm e são mais escuros. É uma espécie que parasita três hospedeiros diferentes. A larva tem seis pata e após o período curto de ecdise, perde a pele e se transforma em uma ninfa como oito patas, que busca outros hospedeiros, e após fixar-se, alimenta-se por uma semana deixando-se cair novamente no chão. Caso não encontre hospedeiros, as larvas podem sobreviver até 568 dias sem se alimentar, sendo, portanto, muito resistentes. As ninfas também suportam longos períodos sem alimento, podendo sobreviver até 180 dias.

Cachorro com Carrapato

Dependendo da umidade e temperatura, as ninfas se transformam em adultos entre duas e três semanas. Os adultos iniciam a cópula quatro dias após e sua fixação nos hospedeiros e as fêmeas se tornam ingurgitadas entre 6 e 50 dias, quando então podem abandonar os cães e começam a postura, que pode durar até 29 dias, depositando-se 4.000 a 5.000 ovos cada uma. A postura é feita em frestas, debaixo de pedras, folhas secas, ou até na cobertura dos canis, já que as fêmeas podem escalar até 4 metros de altura. Em 4 dias começa a eclosão dos ovos, que, em grupo de milhares, recomeçam o processo, irritando cães e seus donos. Os adultos são a fase mais resistente e podem sobreviver até 580 dias sem hospedeiro.

Para a postura dos ovos, a fêmea desses insetos procura geralmente na madeira bruta, não polidas, pequenas frestas ou antigos orifícios de emergência. Substratos relativamente moles ou felpudos, são também preferidos para a postura de ovos. A fêmea coloca, em média, cerca de 30 ovos. As larvas eclodem entre 14 a 18 dias após a postura. A fase larval dura aproximadamente um ano, a de pupa cerca de três semanas e o adulto em torno de um mês.

Mas o que fazer para evitar que o cão pegue carrapatos?

Infelizmente, não há nenhum esquema de tratamento preventivo. Se o cão freqüenta áreas infestadas por carrapatos, ele certamente irá pegá-los. Regiões com vegetação em sítios ou fazendas, são os lugares mais comuns. Porém, existem muitos casos de pessoas que tem problemas com carrapatos dentro de seus canis ou quintais e até em apartamentos. Às vezes, num passeio a uma praça ou parque, o cão pode se infestar.

E como combater o carrapato?

Assim como as pulgas, o carrapato não é um problema só do animal, mas sim do ambiente. O carrapato, em todos os seus estágios de vida (desde larva até adulto), é muito resistente. Combater o carrapato é difícil. Você pode eliminá-lo do cão facilmente com banhos carrapaticidas, porém, o inimigo que você não vê, ou seja, os ovos e larvas, estão no ambiente e nele sobrevivem durante meses. Muitos são os casos de proprietários que vivem combatendo o carrapato no cão, mas nunca conseguem exterminá-lo por completo.

Um outro detalhe é que os carrapatos colocam seus ovos na vegetação e também em frestas das paredes e piso. Dessa forma, todos esses lugares têm que ser tratados e não somente os cães. Quem tem na vizinhança terrenos com mato, criação de animais como cavalos e gado, pode sofrer com os carrapatos, pois esses parasitas são capazes de escalar altos muros em busca de alimento. Se isso estiver ocorrendo, é preciso controlar a infestação também na parte externa.

Um combate eficaz ao carrapato inclui:

No animal:

·         banhos carrapaticidas. Quando a infestação é grande, repetir os banhos a cada 15 dias;

·         animais de pêlos longos devem ser tosados no verão, época em que o calor e umidade fazem com que a incidência de carrapatos aumente muito;

·         produtos carrapaticidas de longa duração, em gotas para aplicação tópica (local) ou spray, podem ser aplicados, a critério do veterinário.

No ambiente:

·         uso de carrapaticidas: aplicar nos canis, casinha dos cães, em plantas e canteiros, atentando para frestas nas paredes ou pisos e ralos. O forro da casa não deve ser esquecido. Repetir o tratamento a cada 15 dias;

·         mude de produto a cada 2 ou 3 aplicações, para que o carrapato não desenvolva resistência e o tratamento passe a ser ineficaz.

·         em canis de alvenaria, o uso da “vassoura de fogo” é muito eficaz. O calor irá destruir todos os estágios do carrapato. Repetir o tratamento a cada 15 dias; uma opção caseira são aparelhos com jato de vapor d’água fervendo;

·         e possível, fechar todas as frestas existentes nos canis ou paredes dos quintais, assim como no piso;

Importante:

·         filhotes, fêmeas gestantes e gatos não devem ser banhados com produtos carrapaticidas;

·         retire os animais do ambiente que irá receber o tratamento contra carrapatos até que o produto usado seque completamente.

·         CONSULTE O VETERINÁRIO antes de usar qualquer produto;

·         banhos carrapaticidas devem ser dados com o cuidado de não permitir ao animal lamber o produto durante o banho. A ingestão pode causar intoxicação grave;

·         animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não devem ser tratados;

·         existem carrapaticidas para uso em cães, porém, muitas vezes são recomendados produtos de uso em bovinos e cavalos. AS DOSAGENS SÃO DIFERENTES. Consulte o seu veterinário antes de usar esses produtos;

O combate ao carrapato deve ser intensivo e durante um longo período de tempo. Nos meses mais quentes, a infestação pode voltar e os cuidados devem ser redobrados. Nas áreas em que há carrapatos em qualquer época do ano, o tratamento deve ser constante.

DÚVIDAS FREQUENTES

1.Os carrapatos dos cães podem transmitir a febre maculosa?

As principais espécies de carrapatos que estão envolvidas na transmissão da bactéria da Febre Maculosa são: Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) e Carrapato-amarelo-do-cão (Amblyomma aureolatum). O Carrapato-estrela, como dito no texto, é encontrado principalmente em cavalos e capivaras, sendo os cães parasitados acidentalmente. Já em relação ao Carrapato-amarelo-do-cão pode-se dizer que em algumas áreas os cães são os hospedeiros primários de sua fase adulta, tendo um importante papel na disseminação e manutenção desta espécie em áreas como na periferia da cidade de São Paulo.

Por isso sempre faça uma vistoria em seu cão em busca de eventuais carrapatos. E mais um lembrete os carrapatos tem que se infectar com a bactéria para ter a chance de transmitir a Febre Maculosa, por isso não são todos os indivíduos de uma população de carrapatos que estão infectados.

2. Cães podem ser vítima desta doença?

Sim, os cães podem ser vítimas de Febre Maculosa, pois são hospedeiros acidentais, como o homem, sendo os reservatórios alguns animais silvestres como por exemplo roedores.

Os sintomas desta doença nos cães são: febre, falta de apetite, vômitos, manchas na mucosa, conjuntivite, diarréia, perda de peso e desidratação. Geralmente os cães conseguem superar a doença e ficam imunes a estas bactérias.

O cão não transmite Febre Maculosa.

3. Moro em apartamento e meu cão nunca sai de casa. Mas descobri carrapatos nele. Como é possível isso?

O seu cão, mesmo nunca saindo do apartamento, pode ser infestado por carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus provenientes de cães de apartamentos vizinhos. Nas fases não-parasitárias estes carrapatos procuram locais escuros para se abrigar e tem o comportamento de subir paredes e muros, sendo difícil encontrá-los no chão. Portanto na tentativa de encontrar abrigo ou no período de busca de alimento (busca do cão) esses carrapatos podem infestar outros apartamentos e outros cães. Entretanto neste caso, pior do que uma infestação de carrapatos e deixar um cão preso no apartamento e sem contato com outros animais, ambientes e pessoas.

4. Existe perigo dos carrapatos dos cães transmitirem doenças aos homens? A babesiose é transmitida ao homem?

De todas doenças descritas no texto a única que pode ser transmitida ao homem é a Febre Maculosa, onde o cão e o homem são hospedeiros acidentais. Portanto em um passeio pela mata em uma área endêmica de Febre Maculosa você tem as mesmas chances que o seu cachorro de entrar em contato com um carrapato do gênero Amblyomma contaminado com a bactéria Rickettsia. Não existem relatos de Babesiose canina e a Erliquiose canina no homem.

5. Na minha casa os carrapatos estão subindo pelas paredes! Qual é o método mais eficiente de eliminar os carrapatos do ambiente? O que é a vassoura-de-fogo?

O melhor método de combate ao carrapato Rhipicephalus sanguineus é a adoção de estratégias ao mesmo tempo no ambiente e no animal. Produtos carrapaticidas de uso tópico ou spray devem ser usados nos cães com a frequência recomendada pelo fabricante  do produto. Para o ambiente deve ser usado produtos a base de piretróides nos locais frequentados pelos cães. Esta aplicação no ambiente só deve ser realizada por empresas de controle de pragas. No ambiente externo pode ser utilizado vassoura-de-fogo que consiste de um maçarico cuja função é esterilizar toda área onde possa conter carrapatos ou outros parasitas, tendo como principal vantagem não contaminar o ambiente com substâncias tóxicas, entretanto não tem ação preventiva.

6. A Erliquiose e a Babesiose tem cura?

Segundo a literatura um cão pode ser curado de Babesiose. Entretanto um cão doente com Ehrlichiose mesmo depois de tratado pode voltar a ter sintomas caso tenha uma deficiência imunológica decorrentes de stress ou doenças intercorrentes.

7. É possível que os carrapatos desenvolvam resistência aos produtos usados? Se sim, devo alterar o produto que eu uso com que freqüência?

Sim, é possível que os carrapatos desenvolvam resistência aos produtos usados, porém infestações eventuais podem ser erradicadas com o mesmo produto. Caso existam grandes infestações de carrapato é recomendável utilização de diferentes princípios-ativos, sempre respeitando a dosagem e a periodicidade recomendada pelo fabricante.

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