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Arte e Cultura

Os mais importantes gibis de todos os tempos


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Enviado por: camilapalmeira (478)
Publicado em: 20/01/10 18:21hs.

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Foi durante a grande depressão econômica nos anos 30 que surgiram prá valer os gibis. E com eles os super-heróis. Alto desemprego, muita pobreza e perspectivas não muito animadoras inspiraram a criação de seres com superpoderes, capazes de combater o crime e salvar o planeta, agindo dentro de rígidos códigos morais. Desde então, as histórias em quadrinhos (HQs) tornaram-se tão populares no mundo inteiro que passaram a influenciar outras linguagens, das artes plásticas ao cinema.

Capa de Spirit Archives da DC Comics

Capa de Spirit Archives da DC Comics
Reprodução / DC Comics
Capa de edição da série "Will Eisner's The Spirit Archives", da DC Comics: os gibis de "The Spirit" estão entre os melhores da história dos quadrinhos

Nesse longo percurso apareceram várias obras-primas, o que fez a arte dos quadrinhos deixar a condição de marginal para se tornar tão respeitada quanto o cinema, o teatro ou a música. Apesar de já existirem desde a segunda metade do século 19, com as tirinhas publicadas nos jornais, foi no século 20 a partir do lançamento de um formato de publicação periódico e exclusivo para as HQs, os gibis, que as historinhas se tornaram um fenômeno da comunicação de massa.

sandman

sandman
Reprodução / Conrad
Entre os mais importantes gibis de todos os tempos está a série "Sandman": em "Noites sem Fim" (Conrad, 2004) aparecem as histórias dos Sete Perpétuos, formados por Sandman, o Senhor dos Sonhos, e seus irmãos


Do primeiro gibi do Super-Homem no final dos anos 30 às revoluções na arte dos quadrinhos ao longo do século 20, comandadas por criadores geniais como Will Eisner, Robert Crumb, Alan Moore, Neil Gaiman e Frank Miller, selecionamos alguns gibis indispensáveis para quem quer conhecer o que de melhor já foi feito na nona arte.

Os mais importantes gibis: dos anos 30 aos anos 50

Príncipe Valente (1937 – 1971)

Capa de reedição brasileira de Príncipe Valente pela Opera Graphica
Reprodução
Capa de reedição brasileira
pela Opera Graphica

O artista canadense Hal Foster já tinha seu talento reconhecido pelas ilustrações das tirinhas de Tarzan quando emplacou nos jornais de William Randolph Hearst (magnata da mídia que inspirou o filme “Cidadão Kane”) uma história inteiramente sua. Nascia assim “Príncipe Valente” uma das mais requintadas obras das HQs. Foster uniu seu excepcional talento de ilustrador a uma pesquisa detalhada da história e da cultura para oferecer uma nova visão sobre a lenda do Rei Artur. Reconhecido como um dos mais importantes ilustradores da história dos quadrinhos, o trabalho de Foster em “Príncipe Valente” influenciou várias gerações de artistas, como Will Eisner e Carl Barks. A narrativa criada por Foster contou a saga medieval de um príncipe nórdico que chegou jovem a Camelot para se tornar um dos cavaleiros da távola redonda. Foster escreveu a história sequencialmente entre 1937 e 1971.

Capa de reedição brasileira de Príncipe Valente pela Opera Graphica



Action Comics n.º 1 (1938)

Capa da Action Comics número 1 na qual a parece pela primeira vez o Super Homem
Reprodução
Capa do Action Comics n.º 1 que trouxe a primeira aparição do Super-Homem em gibis
Ele foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1933, mas ninguém topava publicá-lo. Até que na primeira edição do Action Comics, ele não só foi publicado como ganhou a capa do gibi. Desde então, a saga do bebê que foi enviado de Krypton, aterrissou em Smalville, foi adotado pelo casal Kent e cresceu revelando seus superpoderes virou uma lenda moderna. O Super-Homem era a redenção do homem comum que se sentia impotente num mundo cheio de injustiças e ameaças. Além dos quadrinhos do “homem de aço” (na verdade, uma edição de tirinhas publicadas em jornais), o primeiro número do Action Comics trouxe também aventuras do cowboy Chuck Dawson e do mágico Zatara, entre outras. Mas, seu mérito maior foi ser o berço de um dos mais importantes mitos modernos. O impacto do Super-Homem na cultura terráquea deve ter sido bem maior do que o seu pai, o cientista Jor-El, imaginava. O super-herói não só tem entretido e alimentado a imaginação de gerações como também é uma imensa fonte de rendimentos para a indústria de entretenimento.
Capa da Action Comics número 1 na qual a parece pela primeira vez o Super Homem


Detective Comics n.º 27 (1939)

Capa da Detective Comics 27 que lançou o Batman
Reprodução

Assim como o Action Comics n.º 1, a importância do Detective Comics n.º 27 está em ser o gibi que lançou um dos mais populares super-heróis de todos os tempos. Publicado desde março de 1937 até hoje, o Detective Comics trouxe na capa que foi às bancas em maio de 1939 o anúncio da primeira aventura de Batman. O homem morcego logo se tornaria o principal personagem da Detective Comics, assim como foi o Super-Homem para o Action Comics. Criado por Bob Kane, Batman é o alter-ego de Bruce Wayne, um rico homem de negócios e playboy que traumatizado pelo assassinato dos pais dedica-se a lutar contra o crime em Gotham City. O herói logo se tornou um sucesso e rivaliza com o Super-Homem como um dos mais populares e rentáveis super-heróis de todos os tempos.

Capa da Detective Comics 27 que lançou o Batman



The Spirit (1940 – 1952)

Capa da edição brasileira comemorativa dos 50 anos de The Spirit
Reprodução / Editora Abril
Capa da edição comemorativa dos 50 anos de The Spirit
De 1940 a 1952, Will Eisner criou e desenhou as histórias de um herói mulherengo e sem poderes especiais que mudou o status e a trajetória dos quadrinhos. O ex-detetive Denny Colt simulou a própria morte para virar “The Spirit”, um novo combatente ao crime em Central City. As aventuras originais completas de “The Spirit” estão sendo republicadas pela DC Comics desde 2000 na série “Will Eisner’s The Spirit Archives”. Para Álvaro de Moya, um dos mais importantes experts em HQs no mundo, o herói é “uma das melhores criações das histórias em quadrinhos. Obra absolutamente genial. Está, para os comics, como Cidadão Kane para o cinema. Obra antológica. Tomadas, fusões, cortes, ângulos insólitos, uso do som e das sombras, em linguagem revolucionária visualmente. Apoiada em textos e situações que lembram Maupassant, Tchecov e O. Henry” (fonte: MOYA). Ao introduzir os elementos cinematográficos na linguagem dos quadrinhos, Eisner revolucionou pela primeira vez a nona arte. Capa da edição brasileira comemorativa dos 50 anos de The Spirit



Donald Duck ant the Mummy’s Ring (1943)

Capa original da edição especial de Donald Duck and the Mummy's Ring
Reprodução
Capa original da edição especial de "Donald Duck and the Mummy's Ring"
O surgimento de Mickey Mouse e sua turma nos gibis por si só já era um marco para os quadrinhos. Mas, foi o talento de um ex-cowboy do Oregon (EUA) que fez do Pato Donald uma das mais marcantes criações do império Disney. Carl Barks escreveu e desenhou anonimamente, entre as décadas de 40 e 60, centenas de histórias do irascível e atrapalhado pato. Seu talento começou a ser efetivamente reconhecido com a publicação de um gibi em edição especial em 1943 que trazia a historinha “Donald Duck and the Mummy’s Ring”. O sucesso foi imediato e Barks contribuiria ainda nos anos seguintes com a criação de outros personagens inesquecíveis da Disney, como o milionário e muquirana Tio Patinhas, o inventor Professor Pardal, a Maga Patalógica e Gastão, o primo sortudo de Donald. As aventuras criadas e desenhadas pelo gênio criativo de Barks para os personagens de Patópolis constituíram a época de ouro dos quadrinhos da Disney. E uma boa amostra disso estava em “Donald Duck and the Mummy’s Ring”.

Capa original da edição especial de Donald Duck and the Mummy's Ring

Os mais importantes gibis: dos anos 60 aos anos 90

Fritz, The Cat (1969)

Capa da edição brasileira de Fritz The Cat
Reprodução
Capa da edição brasileira
de "Fritz, The Cat"

Os quadrinhos de Robert Crumb são uma das mais brilhantes expressões da revolução comportamental e política dos anos 60. Criador de tipos como Mr. Natural e de gibis como Zap Comix, Crumb alcançou o auge da popularidade com “Fritz, the Cat”, um personagem que criou na sua adolescência, mas que só teve um gibi próprio lançado em 1969, na efervescência da contracultura hippie. O gato Fritz pregava o amor livre, o uso de drogas e a contestação do modo de vida americano. O underground chegava definitivamente aos quadrinhos. O sucesso de Fritz, the Cat foi tal que virou filme nos anos 70. Mas, Crumb tratou logo de dar um fim no estrelato hollywoodiano do personagem e criou uma historinha onde Fritz é assassinado por uma ex-namorada ciumenta. Capa da edição brasileira de Fritz The Cat



Um Contrato com Deus (1978)

Capa da graphic novel Um Contrato com Deus
Reprodução
Capa da graphic novel
"Um Contrato com Deus",
em edição da Devir

Will Eisner já tinha revolucionado os quadrinhos com “The Spirit” nos anos 40. Três décadas depois ele voltou a fazê-lo. “Um Contrato com Deus” lançou as graphic novels, um novo formato e também uma nova linguagem para os quadrinhos que daria um novo status para as HQs a partir dos anos 80. “Um Contrato com Deus” é composta por quatro contos que se passam em um cortiço no bairro novaiorquino do Bronx. A primeira historinha que dá título à graphic novel mostra o acerto de contas entre um homem bom, que perde sua única filha, e Deus. Em “O Cantor de Rua”, vemos o encontro de um bêbado que canta em troca de esmolas e uma cantora lírica. “O Zelador” mostra como uma alma dura pode ser sensibilizada e “Cookalein” uma visão sobre os encontros e desencontros de pessoas. Em “Um Contrato com Deus”, Eisner recria suas memórias de infância e mostra seu talento como contador de histórias.
Capa da graphic novel Um Contrato com Deus


Batman – O Cavaleiro das Trevas (1986)

Capara de reedição de Batman O Cavaleiro das Trevas da Editora Abril
Reprodução
Capa de reedição de "O Cavaleiro das Trevas", da Editora Abril
A criação de Bob Kane nos anos 30 tinha perdido muito de sua aura graças a gibis com roteiros pobres e ilustrações preguiçosas e uma série televisiva que transformou o homem morcego em motivo de piadas. Mas, o lançamento de uma mini-série em quatro fascículos no formato graphic novel de autoria de Frank Miller mudaria radicalmente a imagem de Batman. Quando “O Cavaleiro das Trevas” chegou às bancas inaugurou-se a fase dos quadrinhos de super-heróis para adultos. Miller construiu um Batman à beira da aposentadoria, atormentado psicologicamente, sombrio, com ilustrações inspiradas na arte do mangá, quase que mitológico. A obra marcou o início de uma nova revolução na linguagem dos quadrinhos e influenciou outras releituras primorosas do homem morcego que viriam a seguir, como “A Piada Mortal” (1989), de Alan Moore e Brian Bolland, e “Asilo Arkhan”, de Grant Morrison e Dave McKean.Capara de reedição de Batman O Cavaleiro das Trevas da Editora Abril



Watchmen (1986 – 1987)

watchmen
Reprodução / DC Comics
Capas das 12 edições originais de Watchmen

Watchmen” é para muitos a obra-prima das obras-primas dos quadrinhos. Roteiro de Alan Moore e desenhos de Dave Gibbons narram a história de super-heróis aposentados num mundo à beira da destruição total. A graphic novel é composta por 12 fascículos, que foram lançados originalmente entre setembro de 1986 e outubro de 1987. A complexidade e a densidade da trama e dos personagens desenvolvidos por Moore colocam “Watchmen” no mesmo patamar de algumas das mais importantes obras literárias de todos os tempos. Além disso, Gibbons introduziu vários recursos cinematográficos nas suas ilustrações, que deram um novo dinamismo aos quadrinhos. Moore, ainda, utilizou técnicas típicas da literatura pós-moderna e procurou estabelecer uma interação entre realidade histórica e ficção na narrativa. A revolução iniciada por Frank Miller em “O Cavaleiro das Trevas” atingiu seu ápice em “Watchmen”.
watchmen


Sandman (1989 – 1996)

Sandman
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"Terra dos Sonhos" (Conrad, 2005)

Neil Gaiman é um dos mais importantes roteiristas da história das HQs. Seu talento começou a ser reconhecido com a série “Sandman” e, desde então, extrapolou a nona arte para chegar ao cinema e à literatura. Personagem que vem das lendas anglo-saxônicas, Sandman tem suas origens folclóricas ligadas aos sonhos. No fim dos anos 30, ele virou super-herói. Mas a releitura que Gaiman fez do personagem o diferenciou totalmente da visão de um herói mascarado e criou uma mitologia contemporânea, na qual Sandman é um entre sete entidades divinas que cuidam de nossos destinos. Senhor dos sonhos, o Sandman de Gaiman traz uma mistura de fantasia, mistério, horror e temas mitológicos. Originalmente as histórias foram publicadas em 75 fascículos entre 1989 e 1996 no formato graphic novel. “Sandman” recebeu 30 Eisner Awards, a mais importante premiação dos quadrinhos.

Sandman

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