A Mecanização assume o Comando. - Dicas, Aprenda Como fazer, Tutorial e Livros. |
|||||||||||
|
|||||||||||
NAVEGAÇÃO
LINKS PATROCINADOS
ACESSO RÁPIDO
Todos os Destaques CATEGORIAS
Animais (527) [+] Índice completo... PENSAMENTO DA VEZ
É apenas com o coração que alguém pode ver corretamente; o essencial é invisível para o olho. ANUNCIOS
|
|||||||||||
|
LINKS PATROCINADOS:DOCUMENTO:
O capítulo 2 do livro “Imagens da Organização”, de G. MORGAN, apresenta uma metáfora para compreender as organizações através da imagem das máquinas.
Segundo G. MORGAN, “(...) As organizações são planejadas à imagem das máquinas, sendo esperado que os seus empregados se comportem essencialmente como se fossem partes de máquinas.”
Muitos pensadores demonstraram, principalmente após a revolução industrial, onde a utilização das máquinas se tornou mais contundente, que as organizações se adaptaram mais as exigências das máquinas do que as exigências do ser humano, tornando-se cada vez mais parecidas com as próprias máquinas.
Assim Max Webber concluiu que as formas burocráticas rotinizam os processos de administração exatamente como as máquinas rotinizam a produção. No seu trabalho, descobriu que a primeira definição compreensiva de burocracia caracteriza-se como uma forma de organização que enfatiza a precisão, a rapidez, a clareza, a regularidade, a confiabilidade e a eficiência, atingidas através da criação de uma divisão de tarefas fixas, supervisão hierárquica, regras detalhadas e regulamentos. Viu que o enfoque burocrático tinha potencial para rotinizar e mecanizar quase cada aspecto da vida humana, corroendo o espírito humano e a capacidade de ação espontânea.
Isso ocorre porque as pessoas que planejam esses sistemas administrativos acabam por pensar nas organizações de maneira mecanicista e não estão conscientes de outras formas pelas quais essas técnicas poderiam ser utilizadas.
Taylor gostava de dizer aos trabalhadores: “Não se espera que vocês pensem. Há outras pessoas por perto.” Esta argumentação ajudou a construir uma imagem de vilão que criou a administração científica, mas é importante ressaltar que ele foi parte de uma tendência social mais ampla que envolve a mecanização da vida de forma geral. Entretanto seus princípios de administração científica tornam-se excepcional para organizações de produção que utilizem robôs, em lugar de seres humanos, transformando verdadeiramente uma organização em máquina.
Forças e limitações da metáfora da máquina. As organizações funcionam bem quando os enfoques mecanicistas ressaltam sua utilização, ou seja: Quando existe uma tarefa contínua a ser desempenhada; Quando o ambiente é suficientemente estável para assegurar que os produtos oferecidos sejam os apropriados; Quando se quer produzir sempre exatamente o mesmo produto; Quando a precisão é a meta; e quando as partes humanas da “máquina” são submissas e comportam-se como foi planejado que façam.
Entretanto, as organizações estruturadas de forma mecanicista têm maior dificuldade de se adaptar a situações de mudança porque são planejadas para atingir objetivos predeterminados, não são planejadas para inovações. Outro grande problema reside no fato de que os membros da organização adotam atitudes mecanicistas e não questionadoras, limitando o desenvolvimento das capacidades criadoras do ser humano.
Conseqüentemente teremos organizações “frias” e “insensíveis”, comportamento que considero natural para uma “máquina”.
As organizações vistas como Máquinas. O que faremos com as pessoas que “não querem pensar?” O que faremos com as pessoas que preferem apenas bater pregos com seu martelo a pensar em aperfeiçoar suas habilidades?
Sabendo que as conseqüências das organizações, vista através da metáfora das máquinas, são nocivas para o desenvolvimento da capacidade criativa, substituir o ser humano por robôs não poderia ser considerado com uma solução e não um problema como é encarado pela maioria das pessoas?
A história e a realidade atual estão repletas de exemplos para serem questionados e avaliados sob a visão da metáfora das organizações vistas como máquinas.
Este objeto “frio” e “incapacitado de sentir”, delega a máquina ao mais baixo nível de responsabilidade sobre uma execução, o simples fato de executar. Ao homem compete o outro extremo, criar, que lhe dá o status de “Ser Humano”.
Infelizmente criamos estruturas sociais, educacionais e políticas que tendem a gerar mais máquinas do que criadores. Que posso indagar como Seres Humanos Desumanos, pois, queira ou não, a capacidade de criação é inerente ao ser humano.
GARETH MORGAN é professor na York University, em Toronto, Canadá. É muito conhecido por suas contribuições em pesquisa social e no campo da teoria organizacional.
VEJA TAMBÉM:COMENTÁRIOS:Este documento não possui comentários. Prestigie quem o enviou e comente.Comentar:OPÇÕES
Olá visitante! Para interagir com este documento, você precisa estar logado.
|
| ||||||||||