Biografia: Zumbi dos Palmares - Dicas, Aprenda Como fazer, Tutorial e Livros. |
|||||||||||
|
|||||||||||
NAVEGAÇÃO
LINKS PATROCINADOS
ACESSO RÁPIDO
Todos os Destaques CATEGORIAS
Animais (527) [+] Índice completo... PENSAMENTO DA VEZ
Nunca se permita sentir-se triste ou deprimido. A depressão é um equívoco, porque contagia os outros e torna suas vidas mais difíceis, o que você não tem o direito de fazer. Portanto, se ela vier até você, jogue-a fora, imediatamente. ANUNCIOS
|
|||||||||||
|
LINKS PATROCINADOS:DOCUMENTO:
As contradições entre a historiografia nacional e o governo brasileiro no que diz respeito a população negra, produziu mais um fruto recentemente. O mês de novembro aparece no cenário nacional como Mês da Consciência Negra, baseado em uma data não oficializada no país, o dia 20 de novembro, mas resgatada pelos vários segmentos do movimento negro.
Uma das maiores evidências do racismo à brasileira, tem sido a forma discriminatória como as propostas de transformação desse dia em mais um feriado têm sido debatida. Piadas sobre a sexualidade de Zumbi, reclamações sobre o excesso de feriados, o silêncio da mídia - quando não uma flagrante oposição, apenas demonstram que o país ainda se encontra mergulhado em ignorância e preconceito. As informações sobre Zumbi na realidade são muito poucas. O que se sabe é que seu nome era Francisco, nasceu em Palmares em 1655, foi levado ainda criança para Pernambuco, por uma das primeiras expedições enviadas a Palmares com o intuito de destruir o quilombo, pelo então governador de Pernambuco Francisco Barreto. O padre português Antônio Melo foi o responsável pela guarda e educação do jovem Francisco, que aos 15 anos fugiu do distrito de Porto Calvo e foi para Palmares. Algumas dúvidas sobre a naturalidade de Zumbi constantemente surgem, seja de Alagoas ou Pernambuco, mas não podemos esquecer que no século XVII a Capitania de Pernambuco abrangia o que hoje se conhece como Rio Grande do Norte até Alagoas. O nome Zumbi suscita várias interpretações. Alguns historiadores acreditam que o nome signifique Deus da Guerra, que se remete as palavras de origem quibundo - língua angolana - N´Zambiapongo, N´Zambi e N´Zumbi - todas significando Deus, o que pode estar relacionado ao sentido de Zumbi como uma variação ortográfica destas palavras. Outras correntes interpretativas apontam o nome Zumbi como um posto dentro da hierarquia Palmarina. A ausência de dados históricos mais consistentes sobre Palmares é uma prática já conhecida nacionalmente, como forma de diluir politicamente o episódio na memória dos brasileiros em geral e, especialmente, os negros. Mas segundo o historiador Décio Freitas, o Quilombo dos Palmares resistiu há 120 anos de luta contra várias incursões sem sucesso promovidas pelo governo de Pernambuco. Sua destruição foi comandada pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, que como outras tantas expedições fracassou na primeira tentativa em 1692. A guerra continuou por mais 2 anos, até que em 1694 um exército de 9 mil homens - comparado somente ao episódio da Invasão Holandesa, em termos de relevância para a Cora Portuguesa. Este exército era composto de soldados, penitenciários, índios, negros e voluntários de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba. Todos muito determinados a destruir Palmares, matar Zumbi e ganhar lotes em terras Palmarinas. Apesar da destruição do Quilombo e sua comemoração pelas autoridades locais, Zumbi fugiu, se escondeu no mato e iniciou uma guerrilha contra Domingos Jorge Velho. Traído por um de seus homens de confiança, Antônio Soares, que depois de capturado e torturado conduziu Domingos Jorge Velho ao esconderijo de Zumbi, que morreu supostamente aos 40 anos, com tiros e inúmeros ferimentos de arma branca. Como o 21 de abril se propõe a celebrar as idéias de um suposto libertário, o 20 de novembro deve, cada vez mais, deixar de ser o dia da Consciência Negra, em homenagem a memória do líder negro Zumbi dos Palmares, para se fortalecer no imaginário nacional como uma data de comemoração e reivindicação para todos os brasileiros. Muitos deles, ainda precisam ter sua existência e direitos reconhecidos. VEJA TAMBÉM:
COMENTÁRIOS:Este documento não possui comentários. Prestigie quem o enviou e comente.Comentar:OPÇÕES
Olá visitante! Para interagir com este documento, você precisa estar logado.
|
| ||||||||||